
DESMATAMENTO
Soraia Abreu Pedrozo
O governo do Amazonas vai comercializou créditos de carbono provenientes da preservação da floresta e, em uma ação de desenvolvimento sustentável e ambiental, investir a verba em cuidados com a Amazônia. A meta, chamada de desmatamento zero, prevê a captação de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) até 2050 ou 46,5 milhões de toneladas de CO2 por ano.
Por não seguir as exigências do Protocolo de Quioto, a venda dos créditos será negociada em mercados paralelos, nos quais o preço da tonelada carbono oscila em torno de US$ 5 (projetos de acordo com Quioto pagam cerca de 14 euros por tonelada). "O objetivo é obter um fundo no valor de US$ 1 bilhão", informa o secretário de Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Virgílio Viana. Os recursos devem ser captados nos próximos cinco anos.
A absorção de carbono das árvores será mensurada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). O monitoramento será feito por meio de imagens de satélite do instituto e por visitas de agentes ambientais voluntários. O acompanhamento ocorrerá anualmente.
A idéia consiste em pagar R$ 50 mensais para as famílias de ribeirinhos que não desmatarem a Amazônia. No programa, chamado Bolsa-Floresta, estão cadastradas 8,5 mil famílias que moram nas unidades de conservação estaduais há pelo menos dois anos. São 17 milhões de hectares ou 11,4% da área florestal do território amazonense, de 149 milhões de hectares.
O dinheiro arrecadado pelo fundo, conta o secretário, será destinado a um pacote que inclui: manutenção do Bolsa-Floresta, apoio à produção sustentável, investimento em infra-estrutura comunitária e orientação sobre as atividades e fiscalização da floresta. Em vez de desmatar as áreas em busca de atividades de subsistência, como criação de gado, cultivo da terra ou extração de madeira, as famílias de ribeirinhos, extrativistas e caboclos passarão a se dedicar a atividades que preservem a floresta, como extração de borracha, óleos vegetais, pesca não-predatória e frutos de outras atividades sustentáveis.
Soraia Abreu Pedrozo
O governo do Amazonas vai comercializou créditos de carbono provenientes da preservação da floresta e, em uma ação de desenvolvimento sustentável e ambiental, investir a verba em cuidados com a Amazônia. A meta, chamada de desmatamento zero, prevê a captação de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) até 2050 ou 46,5 milhões de toneladas de CO2 por ano.
Por não seguir as exigências do Protocolo de Quioto, a venda dos créditos será negociada em mercados paralelos, nos quais o preço da tonelada carbono oscila em torno de US$ 5 (projetos de acordo com Quioto pagam cerca de 14 euros por tonelada). "O objetivo é obter um fundo no valor de US$ 1 bilhão", informa o secretário de Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Virgílio Viana. Os recursos devem ser captados nos próximos cinco anos.
A absorção de carbono das árvores será mensurada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). O monitoramento será feito por meio de imagens de satélite do instituto e por visitas de agentes ambientais voluntários. O acompanhamento ocorrerá anualmente.
A idéia consiste em pagar R$ 50 mensais para as famílias de ribeirinhos que não desmatarem a Amazônia. No programa, chamado Bolsa-Floresta, estão cadastradas 8,5 mil famílias que moram nas unidades de conservação estaduais há pelo menos dois anos. São 17 milhões de hectares ou 11,4% da área florestal do território amazonense, de 149 milhões de hectares.
O dinheiro arrecadado pelo fundo, conta o secretário, será destinado a um pacote que inclui: manutenção do Bolsa-Floresta, apoio à produção sustentável, investimento em infra-estrutura comunitária e orientação sobre as atividades e fiscalização da floresta. Em vez de desmatar as áreas em busca de atividades de subsistência, como criação de gado, cultivo da terra ou extração de madeira, as famílias de ribeirinhos, extrativistas e caboclos passarão a se dedicar a atividades que preservem a floresta, como extração de borracha, óleos vegetais, pesca não-predatória e frutos de outras atividades sustentáveis.
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